- Por que Venda Nova é a Capital Nacional do Agroturismo?
- De onde vem a cultura italiana da cidade?
- Os sítios e fazendas que valem a visita
- O que é o socol e onde provar?
- Natureza: cachoeiras, pedras e mirantes
- Festa da Polenta: a festa que não aconteceu em 2026
- Onde comer e beber em Venda Nova?
- Qual a melhor época para visitar Venda Nova?
- O que fazer em Venda Nova do Imigrante em um fim de semana
- Vale a pena ir a Venda Nova do Imigrante?
- Perguntas frequentes
Venda Nova do Imigrante fica a cerca de 106 km de Vitória, pela BR-262, e é a Capital Nacional do Agroturismo. O programa principal é visitar sítios e fazendas da família, provar socol, queijos, café e polenta, e comprar direto do produtor.
Pedra Azul fica a só 15 km, então dá para combinar as duas no mesmo fim de semana.
Tem cidade que se conhece pelos monumentos. Venda Nova do Imigrante se conhece pela mesa.
Saber o que fazer em Venda Nova do Imigrante é, na prática, saber em quais porteiras bater. A cidade transformou o dia a dia do campo em passeio, e o visitante entra na cozinha, na cantina e no cafezal das famílias.
Segundo o portal oficial de turismo do governo do ES, o município fica entre 630 e 1.550 metros de altitude, tem clima fresco o ano todo e a viagem de Vitória leva de 1h40 a 2h30.
A seguir estão a história, as propriedades de agroturismo, o socol, as festas e um roteiro de fim de semana.
Por que Venda Nova é a Capital Nacional do Agroturismo?
Venda Nova do Imigrante é a Capital Nacional do Agroturismo por lei federal desde 2023. O título reconhece décadas de trabalho de famílias rurais que abriram suas propriedades para visitas, vendendo o que produzem direto ao turista.
A Lei 14.636, sancionada em julho de 2023, deu o título oficial. Em 2006, o Ministério do Turismo já tinha reconhecido o trabalho da cidade na área.
A cidade tem cerca de 25 mil moradores. Boa parte da renda vem de produtos feitos em casa, como bolos, biscoitos, geleias, macarrão e queijos.
De onde vem a cultura italiana da cidade?
A cultura italiana vem dos imigrantes que chegaram a partir de 1892, principalmente do Vêneto, no norte da Itália. Eles trouxeram receitas, festas, o dialeto e o jeito de trabalhar a terra que até hoje marcam a cidade.
As famílias se espalharam pelos vales e montaram pequenas propriedades de café, milho e criação de porcos. Muitos sobrenomes dessas famílias batizam hoje os sítios de agroturismo.
A influência aparece em tudo. A polenta está no café da manhã, o vinho e o licor estão nas cantinas, e o sotaque ainda carrega palavras em italiano.
Os sítios e fazendas que valem a visita
O agroturismo funciona assim: você chega à propriedade, conhece a produção, prova e compra. Algumas cobram pela experiência guiada, outras só vendem os produtos.
A Fazenda Carnielli é uma das mais conhecidas. Segundo o guia do Carpe Mundi, ela oferece um circuito que mostra a produção de cafés especiais e queijos finos.
O Sítio Busato é outro clássico, com laticínios, café, doces e cachaças artesanais. Pela cidade há ainda dezenas de propriedades menores, com geleias, biscoitos, vinhos e embutidos.
Muitas abrem só de sexta a domingo. Confira os horários antes de sair e leve dinheiro, porque nem todo sítio aceita cartão.
O que é o socol e onde provar?
O socol é um embutido feito com lombo de porco temperado com sal, alho e pimenta, envolto em uma tripa e curado. A receita veio do Vêneto, e o socol de Venda Nova tem Indicação Geográfica reconhecida pelo INPI.
Segundo o ES Brasil, a indicação é do tipo “indicação de procedência”, e o registro no INPI é de 2018. Ela vale para o município de Venda Nova do Imigrante.
Na prática, isso garante que o socol com o selo foi feito na região, seguindo a receita tradicional. Ele é servido em fatias bem finas, com pão, queijo ou polenta.
Você encontra socol na maioria das propriedades de agroturismo. É um dos melhores presentes para levar para casa, junto com o queijo e o café da região.
Natureza: cachoeiras, pedras e mirantes
Venda Nova não é só comida. O portal oficial de turismo cita a Cachoeira de Alto Bananeira, a Pedra do Rego e o Morro do Filletti entre as atrações naturais da cidade.
Os passeios são curtos e combinam bem com o agroturismo. Dá para tomar banho de cachoeira pela manhã e almoçar em uma fazenda depois.
Os mirantes ficam mais bonitos no fim da tarde, quando a neblina começa a descer sobre os vales. Leve casaco, porque a temperatura cai rápido.
Algumas estradas rurais são de terra. Depois de chuva forte, prefira carro mais alto ou pergunte na pousada se o caminho está bom.
Festa da Polenta: a festa que não aconteceu em 2026
A Festa da Polenta é a maior festa de Venda Nova e acontece em outubro desde 1979. Tem desfile de carros de boi, comidas típicas e shows no Centro de Eventos, conhecido como Polentão.
Em 2026, pela primeira vez em quase 50 anos, a festa foi cancelada por causa das obras no Centro de Eventos. Os organizadores alegaram questões de segurança, já que as instalações elétricas e hidráulicas não estariam prontas.
A festa deve voltar depois da conclusão das obras, ainda sem data definida, segundo o ES Brasil. Até lá, vale acompanhar a agenda da prefeitura.
Fora a Festa da Polenta, a cidade tem a Serenata Italiana, em que grupos saem de quatro comunidades rurais cantando até o centro, onde são servidos polenta, queijos e linguiça. Em 2026 ela foi mantida para julho, mas a data muda a cada ano.
Onde comer e beber em Venda Nova?
Em Venda Nova, a comida é de roça italiana: polenta, massas caseiras, frango caipira, socol e queijos. Há restaurantes em casarões antigos, cafés nas propriedades rurais e cervejarias artesanais com rótulos próprios.
O Carpe Mundi lembra que a cidade tem até pizza de polenta, criada no Café Altoé da Montanha. A Cervejaria Tarvos tem mais de dez estilos autorais.
Se for no inverno, reserve mesa nos restaurantes mais procurados. Nos fins de semana de julho, a serra lota.
Qual a melhor época para visitar Venda Nova?
A melhor época para visitar Venda Nova do Imigrante é o inverno, entre junho e agosto, quando o frio combina com fondue, vinho e polenta. Outubro também é bom, porque é o mês tradicional da Festa da Polenta, que deve voltar depois das obras, sem data definida.
Segundo o portal oficial de turismo, o município fica entre 630 e 1.550 metros de altitude, por isso as noites são frescas o ano inteiro. No verão, os dias são agradáveis, mas pode chover no fim da tarde.
No inverno, a procura por pousadas sobe muito. Reserve com antecedência, principalmente para os fins de semana de julho.
O que fazer em Venda Nova do Imigrante em um fim de semana
Sábado: agroturismo. Tome café da manhã em uma propriedade rural e siga para duas ou três fazendas. Almoce comida italiana e compre socol, queijo e café à tarde.
Domingo: Pedra Azul. Suba cedo até o Parque Estadual da Pedra Azul, a 15 km. Depois, percorra a Rota do Lagarto e almoce por lá antes de voltar.
Para planejar esse dia, use o nosso guia completo de Pedra Azul. Se tiver mais tempo, dá para emendar com Domingos Martins, no caminho de volta para Vitória.
Vale a pena ir a Venda Nova do Imigrante?
Vale, principalmente para quem gosta de comer bem e conhecer quem produz. É um destino tranquilo, com clima de serra e hospitalidade de família italiana.
Três dicas: vá de carro para rodar entre as propriedades, leve uma bolsa térmica para os queijos e o socol, e confira os horários dos sítios antes de sair.
Para montar uma viagem maior, combine a serra com o litoral. Continue com os nossos guias de Domingos Martins, Pedra Azul, Vitória e Guarapari.
Perguntas frequentes
Qual a distância entre Vitória e Venda Nova do Imigrante?
Venda Nova do Imigrante fica a cerca de 106 km de Vitória, pela BR-262. A viagem leva de 1h40 a 2h30, dependendo do trânsito e das paradas.
Qual a distância entre Venda Nova e Pedra Azul?
Pedra Azul fica a cerca de 15 km de Venda Nova do Imigrante. Por isso, muita gente se hospeda em uma e visita a outra no mesmo fim de semana.
O que é o socol?
O socol é um embutido de lombo de porco temperado e curado, de origem italiana. O de Venda Nova tem Indicação Geográfica do INPI e é servido em fatias finas.
Quando acontece a Festa da Polenta?
A Festa da Polenta acontece em outubro. A edição de 2026 foi cancelada por causa das obras no Centro de Eventos, e a festa deve voltar depois da conclusão das obras, ainda sem data definida.
Precisa agendar a visita às propriedades de agroturismo?
A maioria das propriedades recebe sem agendamento, principalmente de sexta a domingo. Para experiências guiadas e grupos, é melhor ligar antes e confirmar horários.
Informações conferidas em 26/10/2026: população e chegada dos imigrantes (governo do ES), Indicação de Procedência do socol (Incaper), Festa da Polenta e Serenata Italiana 2026. Funcionamento das propriedades, cervejaria, cafés e atrações naturais não foram reconferidos. Distâncias e lei do título conferidas em 23/10/2026.
Foto de capa: Deusdete Zandonadi / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)




