- Por que Guarapari é chamada de Cidade Saúde?
- Quais são as melhores praias de Guarapari?
- O que fazer no Parque Paulo César Vinha?
- Como é o mergulho no Victory 8B e a observação de baleias?
- Por que provar a moqueca em Meaípe?
- O que fazer em Guarapari além da praia?
- Como montar um roteiro de 2 ou 3 dias em Guarapari?
- Vale a pena conhecer Guarapari?
- Perguntas frequentes
Guarapari fica a cerca de 55 km de Vitória e tem mais de 50 praias. Os destaques são a Praia do Morro, a Areia Preta, as Três Praias, a Enseada Azul e Meaípe, famosa pela moqueca.
Fora da areia, dá para fazer trilha até a Lagoa de Caraís, mergulhar no naufrágio Victory 8B, ver baleias jubarte e subir a serra pela Rota da Ferradura. Dois ou três dias bastam para o essencial.
Quem cresceu no Sudeste provavelmente já ouviu alguém dizer que ia “passar o verão em Guarapari”. A cidade é o destino de praia preferido dos mineiros há décadas e, na alta temporada, fica cheia de sotaque de Minas.
Mas saber o que fazer em Guarapari vai muito além de achar um lugar para a cadeira de praia.
Segundo o portal oficial de turismo do governo do ES, o município tem 52 praias, ilhas, lagoas e áreas de preservação, além da segunda maior rede hoteleira do estado.
Tem areia escura com fama de medicinal, uma igreja erguida por Anchieta no século 16, um navio afundado que virou recife e até uma rota rural com cachoeiras.
O acesso é fácil. De Vitória, são cerca de uma hora de carro pela Rodovia do Sol (ES-060) ou pela BR-101. Se você vai combinar a viagem com a capital, vale ler também o nosso guia de Vitória.
A seguir estão as praias, os passeios, onde comer e um roteiro de dois ou três dias.
Por que Guarapari é chamada de Cidade Saúde?
Guarapari ganhou o apelido de Cidade Saúde por causa das areias monazíticas, escuras e ricas em minerais como o tório, que emitem radiação natural em baixa dose.
Entre as décadas de 1930 e 1940, a fama dessas areias contra dores nas articulações e reumatismo atraiu visitantes do Brasil inteiro.
O lugar mais conhecido é a Praia da Areia Preta, no Centro. Ela tem só cerca de 200 metros de extensão, água calma e aquela areia escura que dá nome à praia. É comum ver gente enterrada até o pescoço, na esperança de aliviar dores.
A fama começou com o médico e escritor Antônio da Silva Mello, que divulgou as propriedades da areia. Desde então, a ciência voltou ao tema algumas vezes.
Pesquisadores da Ufes publicaram estudos sobre os efeitos da areia monazítica no organismo, e o assunto ainda rende debate.
Na prática, a Areia Preta é uma parada rápida e curiosa. Vá de manhã, quando a praia está mais vazia, e combine a visita com um passeio pelo Centro. A prefeitura mantém uma galeria de fotos da praia para quem quiser ver antes de ir.
Quais são as melhores praias de Guarapari?
As melhores praias de Guarapari são a Praia do Morro, a mais urbana e movimentada; as Três Praias, pequenas enseadas de água clara; a Enseada Azul, com Guaibura, Peracanga e Bacutia; Meaípe, ao sul; e Setiba, ao norte. Cada região tem um perfil, do agito à praia quase deserta.
Para facilitar, pense na cidade em três partes. O guia de praias do Capixaba da Gema usa uma divisão parecida.
Centro e Praia do Morro. A Praia do Morro tem cerca de 3 km, calçadão, quiosques e a maior concentração de hotéis. É a praia para quem quer estrutura. Perto dela ficam as Três Praias (Mateus Lopes, Leontina e Saco), pequenas e cercadas por pedras, e as praias de Castanheiras, Namorados e Virtudes.
Sul: Enseada Azul e Meaípe. Aqui o mar costuma ser mais calmo e as praias, mais bonitas. Guaibura, Peracanga e Bacutia formam a Enseada Azul, com água transparente e bom espaço para crianças. A Praia dos Padres fica escondida entre pedras e vale a caminhada.
Norte: Setiba e o parque. Setiba e Santa Mônica têm um clima mais tranquilo e dão acesso às praias do Parque Paulo César Vinha, que são as mais preservadas da cidade.
Se quiser comparar com outros destinos do litoral, veja também as melhores praias do Espírito Santo.
O que fazer no Parque Paulo César Vinha?
O Parque Estadual Paulo César Vinha é o maior refúgio natural de Guarapari. São 1.500 hectares de restinga na região de Setiba, com três praias (Caraís, Setibão e Dulé), mirante e trilhas sinalizadas.
A atração mais famosa é a Lagoa de Caraís, de água escura e avermelhada por causa da vegetação. Muita gente a chama de “lagoa da Coca-Cola”. Para chegar, você percorre a trilha da Restinga, com 2,5 km a partir da sede.
O parque abre todos os dias, das 8h às 17h, e a descida até a lagoa deve começar até as 15h30, segundo o governo do ES. O acesso à lagoa não exige agendamento, mas as trilhas monitoradas e a pé precisam ser agendadas. A entrada é gratuita, segundo o Capixaba da Gema (texto de julho de 2026), que cita as 15h como limite para as trilhas; chegue com folga e confirme no parque. Algumas regras importantes:
- não é permitido levar animais de estimação;
- drones só com autorização do IEMA;
- nada de coletar plantas, conchas ou animais;
- carros e motos não podem circular nas praias, dunas e trilhas.
Leve água, protetor solar e repelente. A trilha é plana, mas a restinga esquenta rápido. Depois de chuvas fortes, o nível da lagoa sobe e as trilhas podem fechar, então confirme antes de ir pelo telefone (27) 3242-3665.
Como é o mergulho no Victory 8B e a observação de baleias?
O Victory 8B é um navio cargueiro de mais de 4 mil toneladas afundado de propósito em 2003, a 12 km da costa de Guarapari, entre 15 e 35 metros de profundidade. Virou um recife artificial e um dos pontos de mergulho mais procurados do país. De julho a novembro, o mar da cidade também recebe baleias jubarte.
A história do navio é curiosa. Ele foi apreendido em 1997 e abandonado na baía de Vitória. Depois de uma limpeza de 500 dias, foi afundado entre as ilhas Rasa e Escalvada. Segundo a reportagem da Folha Online ES, seis dias depois ele já estava coberto de algas e cercado de cardumes.
O mergulho no naufrágio exige credencial. Quem nunca mergulhou pode fazer um batismo em pontos mais rasos, como a Ilha Escalvada, com operadoras que saem do Canal de Guarapari.
Já a observação de baleias é aberta a qualquer pessoa. A temporada vai de julho a novembro, com pico em agosto e setembro, segundo a Atlantes. Os passeios de escuna saem do cais do Centro, em frente ao Mercado Municipal, cedo pela manhã, e duram cerca de cinco horas. O avistamento não é garantido, mas as jubartes aparecem na maior parte das saídas.
Por que provar a moqueca em Meaípe?
Se existe um endereço obrigatório para comer em Guarapari, é Meaípe. A antiga vila de pescadores, no sul da cidade, virou um polo de restaurantes especializados em moqueca.
A receita segue a tradição capixaba: peixe, tomate, cebola, coentro e urucum, cozidos na panela de barro. Sem dendê e sem leite de coco. Um dos restaurantes mais antigos da região é o Gaeta, fundado em 1966 por Idalina Vieira e Nhozinho Matos.
A moqueca costuma vir com arroz, pirão e farofa, e uma panela serve bem duas ou três pessoas. Na alta temporada, chegue cedo para almoçar ou espere fila. Para entender a origem do prato e o papel das paneleiras de Goiabeiras, leia a nossa matéria sobre a receita da moqueca capixaba.
O que fazer em Guarapari além da praia?
Além da praia, Guarapari tem a Antiga Matriz, igreja erguida por Anchieta em 1585; o Parque Morro da Pescaria, com trilhas e mirantes; a Rota da Ferradura, circuito rural com a Pedra do Elefante, cachoeiras e agroturismo; e uma vida noturna agitada no verão, principalmente em Meaípe e na Praia do Morro.
Antiga Matriz. A igreja de Nossa Senhora da Conceição foi construída em 1585 pelo Padre José de Anchieta e tombada pelo IPHAN em 1970. Fica num morro do Centro e guarda peças sacras do século 18. Se você gosta de história religiosa, vale emendar com o Convento da Penha, em Vila Velha.
Parque Morro da Pescaria. Tem cerca de 73 hectares de Mata Atlântica, trilhas curtas e vista para o mar. É uma boa opção para o fim da tarde.
Rota da Ferradura. A cerca de 10 km do Centro, pela BR-101, ficam os distritos de Buenos Aires, Boa Esperança e Jaboti. A rota criada com apoio do Sebrae/ES reúne a Pedra do Elefante, cachoeiras, cervejarias, cafés e produtos da roça. É um bom plano para dia nublado. Quem gosta de montanha também pode esticar até a serra capixaba em Pedra Azul.
Vida noturna. No verão, a cidade recebe shows e festas em casas como o Multiplace Mais, em Meaípe. Fora da temporada, o movimento se concentra nos bares da Praia do Morro.
Como montar um roteiro de 2 ou 3 dias em Guarapari?
Dia 1: Centro e Praia do Morro. Comece cedo na Areia Preta e nas Três Praias. Suba até a Antiga Matriz, almoce no Centro e passe a tarde na Praia do Morro. À noite, aproveite o calçadão.
Dia 2: sul da cidade. Passe a manhã na Enseada Azul (Guaibura ou Peracanga) e caminhe até a Praia dos Padres. Almoce moqueca em Meaípe e fique por lá até o pôr do sol.
Dia 3: natureza. Vá cedo ao Parque Paulo César Vinha e faça a trilha até a Lagoa de Caraís antes do calor. Se for época de baleias, troque o parque pelo passeio de escuna. Em dia de chuva, a Rota da Ferradura é a melhor alternativa.
Se tiver um dia a mais, dá para fazer um bate e volta até Vila Velha, a menos de uma hora dali. O nosso roteiro por Vila Velha ajuda a planejar.
Vale a pena conhecer Guarapari?
Vale, e não só no verão. Guarapari junta praia urbana com estrutura, enseadas de água clara, uma restinga preservada, mergulho de nível internacional e uma moqueca que sozinha já justifica a viagem.
Três dicas para aproveitar melhor: fique na região que combina com o seu estilo (Praia do Morro para agito, Enseada Azul para sossego), reserve um dia para o parque ou para as baleias e deixe Meaípe para o almoço, sem pressa.
Se está montando uma viagem maior pelo estado, continue com os nossos guias de Vitória, Vila Velha e Pedra Azul aqui no Portal Espírito Santo.
E se já conhece Guarapari, conte nos comentários qual é a sua praia favorita.
Perguntas frequentes
Quantos dias ficar em Guarapari?
Dois dias são suficientes para conhecer o Centro, as principais praias e Meaípe. Com três dias, você inclui o Parque Paulo César Vinha, um passeio de barco ou a Rota da Ferradura com calma.
Qual a distância entre Vitória e Guarapari?
Guarapari fica a cerca de 55 km ao sul de Vitória. O trajeto leva em torno de uma hora de carro pela Rodovia do Sol (ES-060) ou pela BR-101, dependendo do trânsito.
A areia preta de Guarapari faz bem à saúde?
A areia monazítica tem fama de aliviar dores nas articulações e deu a Guarapari o apelido de Cidade Saúde. Pesquisadores da Ufes estudaram seus efeitos, mas quem tem algum problema de saúde deve conversar com um médico antes de usar a areia como tratamento.
Qual a melhor época para ver baleias em Guarapari?
A temporada das baleias jubarte vai de julho a novembro, com pico em agosto e setembro. Os passeios saem do cais do Centro, cedo pela manhã, e duram cerca de cinco horas. O avistamento não é garantido.
Precisa pagar para entrar no Parque Paulo César Vinha?
Não. A entrada é gratuita, segundo o Capixaba da Gema (texto de julho de 2026); confirme no parque. O parque funciona todos os dias, das 8h às 17h, e a descida até a lagoa deve começar até as 15h30 (outra fonte cita as 15h para as trilhas, então chegue com folga). A lagoa não exige agendamento, mas as trilhas monitoradas e a pé precisam ser agendadas.
Informações conferidas em 26/10/2026: temporada, duração e saída do passeio de baleias e cobrança de ingresso no Parque Paulo César Vinha. Conferidas em 23/10/2026: horário, telefone e regras de acesso do parque, ano e distância do Victory 8B e distância até Vitória (Google Maps). Não reconferidos: extensão da Praia do Morro e da Areia Preta, área do Parque Morro da Pescaria, Rota da Ferradura e estudos da Ufes sobre a areia monazítica.
Foto de capa: HVL / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
Leia também: Mergulho em Guarapari: Victory 8B, Escolas e Quanto Custa.




