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O que Fazer em Santa Teresa: Guia da Primeira Cidade Italiana do Brasil

Casa Lambert, parada certa para quem busca o que fazer em Santa Teresa

Foto: Paul R. Burley / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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Santa Teresa fica a cerca de 85 km de Vitória e é reconhecida por lei como a primeira cidade fundada por imigrantes italianos no Brasil. Os destaques são o Museu de Biologia Mello Leitão, a Casa Lambert, a Rua do Lazer e o Circuito Caravaggio, com vinícolas e cantinas.

É a terra dos beija-flores, com clima de serra e muita Mata Atlântica. Dois dias bastam para aproveitar sem pressa.

Pouca gente sabe que a história da imigração italiana no Brasil começou nas montanhas do Espírito Santo. Em Santa Teresa, essa história ainda está nas casas, nas igrejas e nos sobrenomes.

Saber o que fazer em Santa Teresa é combinar três coisas: natureza, história e mesa farta. Tem museu com beija-flores, casarão de imigrante, cachoeiras e cantinas com vinho da casa.

Segundo o portal oficial de turismo do governo do ES, cerca de 40% do município ainda é coberto por Mata Atlântica. A viagem de Vitória leva cerca de uma hora e meia.

A seguir estão a história, as principais atrações, onde comer e um roteiro de dois dias.

Por que Santa Teresa é a primeira cidade italiana do Brasil?

Santa Teresa é considerada a primeira cidade italiana do Brasil porque foi fundada por imigrantes do Trento e do Vêneto que chegaram ao Espírito Santo em 1874. Uma lei federal de 2018 reconheceu oficialmente o município como pioneiro da colonização italiana no país.

Segundo reportagem de O Antagonista, o navio La Sofia chegou a Vitória em 17 de fevereiro de 1874, com 388 colonos. O núcleo de Santa Teresa foi fundado em 26 de junho de 1875.

A Lei Federal 13.617, de 11 de janeiro de 2018, instituiu o dia 26 de junho como a Data do Reconhecimento do município como pioneiro da imigração italiana no Brasil. Hoje, a maior parte da população tem origem italiana.

Como é a visita ao Museu Mello Leitão?

O Museu de Biologia Professor Mello Leitão foi criado pelo naturalista capixaba Augusto Ruschi e hoje faz parte do Instituto Nacional da Mata Atlântica. É um parque com jardins, trilhas, viveiros e exposições sobre a fauna e a flora, com entrada gratuita. As visitas guiadas acontecem de terça a sexta, às 8h30, 10h, 13h30 e 15h, só com agendamento prévio pelo WhatsApp (27) 99667-5980, segundo o governo federal.

É o passeio mais famoso da cidade. Segundo o site do INMA, o museu abre de terça a domingo, das 8h às 17h, e as visitas guiadas só acontecem com agendamento. Dá para passar a manhã e dá para passar a manhã inteira caminhando entre as plantas e os bichos.

O destaque são os beija-flores, que Ruschi estudou a vida toda. Por causa deles, Santa Teresa ganhou o apelido de terra dos colibris.

Para grupos e para a Estação Biológica de Santa Lúcia, o INMA pede agendamento.

Centro histórico, Casa Lambert e museus

O centro de Santa Teresa é pequeno e dá para fazer a pé. A Igreja Matriz, dedicada a Santa Teresa d’Ávila, fica na parte alta e rende boas fotos.

Perto dali fica o Museu da Cultura e Imigração Italiana, com objetos, fotos e documentos das primeiras famílias. A entrada custa poucos reais.

A Casa Lambert é uma casa de imigrantes preservada desde 1875. Ela mostra como viviam as famílias nos primeiros anos da colônia, com móveis e utensílios da época.

À noite, o movimento se concentra na Rua do Lazer, com restaurantes, bares e música ao vivo nos fins de semana.

O que é o Circuito Caravaggio?

O Circuito Caravaggio é uma rota rural em Santa Teresa, com vinícolas, cervejarias, restaurantes e propriedades de agroturismo. É o melhor lugar da cidade para provar vinho da casa, queijos, embutidos e comida italiana de roça.

Entre as paradas mais citadas estão a Vinícola Rassele, a Cantina Mattiello e a Casa dos Espumantes. Segundo o Pé na Estrada, muitas propriedades abrem só de sexta a domingo, então vale conferir antes.

A dica é escolher duas ou três paradas por tarde, sem pressa. O portal oficial também cita as vinícolas Ziviani, Tabocas e Tomazelli.

Se for beber, combine quem vai dirigir. As estradas rurais têm curvas e trechos de terra.

Cachoeiras e natureza

Com tanta Mata Atlântica, Santa Teresa tem várias cachoeiras perto do Centro. As mais conhecidas são a Cachoeira do Country Clube e a Cachoeira Strutz.

Os acessos costumam ser curtos, mas alguns têm trechos de terra. Depois de chuva forte, evite o banho, porque o volume de água sobe rápido.

Para quem gosta de observar aves, a cidade é um prato cheio. Além dos beija-flores, muitas outras aves da Mata Atlântica aparecem nos quintais e nas trilhas.

Quais são as festas de Santa Teresa?

As principais festas de Santa Teresa são a Festa do Imigrante Italiano, que celebra a chegada das primeiras famílias, a Festa do Vinho e da Uva e o festival Santa Jazz e Bossa. A cidade também recebe o Santa Teresa Gourmet, com pratos criados por chefs locais. A Festa do Vinho e da Uva, organizada pelo Lions Clube, tem entrada gratuita e a tradicional Pisa da Uva. Em 2026, foi realizada de 7 a 9 de agosto, no Parque de Exposições.

As datas mudam a cada ano. Acompanhe o calendário da prefeitura antes de marcar a viagem.

Nos fins de semana de festa, as pousadas lotam rápido. Reserve com antecedência.

Onde comer em Santa Teresa?

Em Santa Teresa, a comida é italiana de família: massas caseiras, polenta, frango com molho, embutidos, queijos e vinho da casa. Os restaurantes ficam na Rua do Lazer, no Centro, e nas propriedades rurais do Circuito Caravaggio.

Na cidade, a Rua do Lazer concentra as opções para o jantar. É onde ficam as pizzarias, as cantinas e os bares com música ao vivo nos fins de semana.

No campo, o almoço costuma ser farto e sem pressa. Muitas cantinas servem comida caseira acompanhada de vinho produzido ali mesmo.

Para levar para casa, procure vinhos, licores, queijos, geleias e cachaças dos produtores locais. O portal oficial de turismo destaca essa produção artesanal como uma das marcas da cidade.

Qual a melhor época para visitar Santa Teresa?

Santa Teresa é boa o ano inteiro, mas o inverno, entre junho e agosto, é a época mais procurada, por causa do frio e das festas.

Por ser cidade de serra, as noites são frescas mesmo no verão. Leve um casaco em qualquer estação.

No verão, chove com mais frequência no fim da tarde. É uma boa época para as cachoeiras, que ficam mais cheias.

O que fazer em Santa Teresa em dois dias

Dia 1: museu e centro. Chegue cedo ao Museu Mello Leitão e passe a manhã entre as trilhas e os beija-flores. Almoce no Centro e visite a Igreja Matriz, o Museu da Imigração e a Casa Lambert.

À noite, jante na Rua do Lazer.

Dia 2: Circuito Caravaggio. Passe a manhã em uma cachoeira perto do Centro. Almoce comida italiana no circuito e dedique a tarde às vinícolas e cantinas.

Vale a pena conhecer Santa Teresa?

Vale muito. Santa Teresa junta história da imigração, natureza preservada e boa comida, tudo a pouco mais de uma hora de Vitória.

Três dicas: chegue cedo ao Museu Mello Leitão, confira os horários das vinícolas e leve casaco, porque as noites são frias no inverno.

Se quiser conhecer outra face da colonização europeia no estado, leia os nossos guias de Domingos Martins, de origem alemã, e de Venda Nova do Imigrante, também italiana.

Para fechar a viagem com praia, veja o guia de Vitória e as melhores praias do Espírito Santo.

Perguntas frequentes

Qual a distância entre Vitória e Santa Teresa?

Santa Teresa fica a cerca de 85 km de Vitória. A viagem de carro leva em torno de uma hora e quarenta minutos, por estradas de serra.

Santa Teresa é mesmo a primeira cidade italiana do Brasil?

Sim. A Lei Federal 13.617, de 2018, reconheceu Santa Teresa como pioneira da colonização italiana no Brasil, com imigrantes que chegaram em 1874 e fundaram o núcleo em 1875.

Precisa pagar para entrar no Museu Mello Leitão?

Não, a entrada no Museu de Biologia Professor Mello Leitão é gratuita. O museu abre de terça a domingo, das 8h às 17h, mas vale confirmar antes de ir.

Qual a altitude de Santa Teresa?

Santa Teresa é cidade de serra. Por isso, o clima é mais fresco que o do litoral, principalmente à noite.

Quantos dias ficar em Santa Teresa?

Dois dias são suficientes para o museu, o centro histórico e o Circuito Caravaggio. Com um terceiro dia, dá para incluir cachoeiras e mais vinícolas com calma.

Informações conferidas em 26/10/2026: horário do museu (site do INMA), vinícolas citadas e Festa do Vinho e da Uva. Funcionamento das vinícolas, preço do Museu da Cultura e Imigração Italiana e cachoeiras não foram reconferidos. Distância até Vitória e lei federal conferidas em 23/10/2026.

Foto de capa: Paul R. Burley / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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Wanderley S. de Oliveira

Wanderley Seefeld de Oliveira é o editor responsável pelo Portal Espírito Santo. Capixaba natural de Afonso Cláudio, na região serrana do estado, é técnico em Contabilidade e especialista em Programação de Computadores pelo SENAI, com carreira na área de TI. No portal, pesquisa e confere cada guia em fontes oficiais, como o turismo do governo do ES, prefeituras e órgãos ambientais, para levar informação confiável sobre as cidades, a cultura e o turismo capixaba.

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